terça-feira, 30 de abril de 2013

Luz, Livro e Imaginação!


 

Texto: LUZ, LIVRO E IMAGINAÇÃO!
Autor: Sidney Santborg

O livro é um filme onde os leitores são os diretores.
Onde cada cena descrita é vista sob seus refletores.
O controle e duração do filme dependem de quem lê.
Pois as cenas podem ser vistas até se compreender...
O roteiro está escrito, mas a imaginação é o que conta...
Os personagens podem ser seus atores e isso encanta.
Podem ser os figurantes imaginados, mas nunca lembrados.
Há até quem faça uma participação mais que especial.
Pois, consegue se vê dentro da história como principal.
Muitos dizem que, quem lê viaja... E isso é verdade!
Vai pra longe ou fica perto; mundos distantes e locais incertos.
Seja criança, jovem, adulto ou velho e até a melhor idade.
O caminho do aprendizado é uma eterna necessidade.
O prazer em ler quem decide é você, pelo livro que escolher.
E tudo depende da fantasia, da imaginação e sua disposição.
À luz do dia, da noite, dos olhos, dos ouvidos e do toque...
Porque mesmo na escuridão há quem consegue ler com a mão.
Pra ver a imagem desse filme não tem desculpas, basta vontade.
Com isso, segue a gravação. Luz, livro e imaginação!

Imagem: http://www.sitiodolivro.pt/pt/montras/livros-que-deram-grandes-filmes/

quinta-feira, 25 de abril de 2013

Quando Surgem as Borboletas?



Texto: QUANDO SURGEM AS BORBOLETAS?
Autor: Sidney Santborg

Certo dia, eu ouvi um comentário.
Alguém dizia, tenha um jardim preparado.
Porque elas surgem e vão querer ver as cores.
Nada melhor que um mar de flores.
Pois o grande segredo é cuidar do seu jardim...
Aquelas palavras ficaram em minha mente.
Se isso é bom para elas, eu fico imaginando-as para mim.
Busquei então encontrar as melhores sementes.
Preparei a terra e em belos vasos a coloquei.
Em um dia de sol plantei as sementes e as reguei.
Fiquei a esperar para vê-las germinar...
Todos os dias eu estava lá, olhando o milagre acontecer.
Não queria perder nada, queria ver a esperança nascer.
Os primeiros fios verdes na terra preta alegrou meu coração.
Sim, a esperança estava nascendo trazendo luz à escuridão.
Começava uma feliz perspectiva para um novo mundo.
As plantinhas cresceram e poucos dias depois as flores.
Mas quando chegarão as borboletas?
Esperava ansioso por aqueles seres iluminados.
Que em algumas culturas é vista como transformação.
Símbolo de mudança, crescimento e evolução.
De repente, vi meu jardim ser atacado por uma praga de lagartas.
Bicho horrível que logo tratei de exterminá-lo...
Não conseguia compreender o que acontecia com o meu jardim.
Cuidava, tratava e as borboletas não apareciam...
Certo dia eu estava sem sono e fui ver as flores.
Vi um tipo estranho de borboleta, camuflada dentro das plantas.
Fiquei feliz, mas logo me veio a decepção, era uma mariposa.
Querendo enganar meu ansioso coração...
Não quero mais confundir mariposas com borboletas!
Elas são fingidas e vivem camufladas buscando se esconder.
Rapidamente tirei-a do meu Jardim do Éden...
Tentei tirar a tormenta da minha mente e busquei me acalmar.
E por alguns dias esqueci o jardim e em paz pude descansar...
Esqueci-me de tudo, até de mim, mas o destino me surpreendeu.
Das lagartas que tentei exterminar uma sobreviveu...
E depois de alguns dias ela surgiu como uma linda borboleta.
Conto de fadas? Não, apenas uma lição para um ansioso coração.
Porque o amor surge como as borboletas, quando menos se espera.

Imagem: http://crasgomes.blogspot.com.br/2012/04/mulheres-interessantes-nao-sao.html

sexta-feira, 12 de abril de 2013

Novelo de Linhas



Texto: NOVELO DE LINHAS
Autor: Sidney Santborg

De tudo que me falta, sua falta é a maior...
De tudo que tenho; nada tenho sem você.
Vivo tentando buscar meios de sobreviver.
Vivo a sombra do receio de me perder...
Perder no caminho, na estrada e na vida.
Mas estou querendo acertar nas escolhas...
Se me faltam forças para te buscar,
Meu coração insiste em me alimentar.
São sentimentos que trazem um sorriso aos lábios.
Consolando minha pobre alma cansada de ilusão.
Desejo enormemente te encontrar.
Mas me falta a certeza se irei te reconhecer.
Tudo é tão deturpado pelos conceitos existentes.
Que acabo te imaginando como diferente.
Realmente é difícil ver com o coração.
Se nos olhos já existe um insensato padrão.
E se este coração já se enganou por demais...
Os dias passam e o novelo de linhas está enrolado.
Quando encontro o fio, descubro que era apenas fiapo.
E permanece a minha tentativa de fazê-lo desenrolar.
Sigo puxando a linha que me parece perfeita.
Mas às vezes ela corta como uma navalha afiada.
Então, percebo que preciso de tempo e retrocedo.
Esperando cicatrizar a ferida causada pelo cerol.
Cada rasgo na carne é um aprendizado.
Infelizmente isso parece necessário.
Até que eu descubra a ponta da linha.
Que desenrolará o novelo e irá coser.
Juntando os corações que estão cortados.
E unindo as vidas que estão em retalhos.

Imagem: baliar.blogspot.com
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