segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Flutuando pelo Céu


















Texto: FLUTUANDO PELO CÉU
Autor: Sidney Santborg

Como em um sonho eu fui despertado...
Estava dormindo ou sonhando acordado?
Era algo incrivelmente inexplicável.
Estava em um lugar completamente diferente.
As paredes eram brancas cintilantes...
Parecia uma grande sala ou um imenso quarto.
Não tinha móveis, era completamente vago.
Sem portas ou janelas, me sentia aprisionado...
Tinha piso em forma de tabuleiro de xadrez.
Com cores brancas e pretas brilhantes...
Tudo parecia tão imenso e eu um nada.
Em determinado momento apareceu uma escada.
Com muitos degraus que levavam até o teto.
Não resisti e dei o primeiro e o segundo passo.
Não foi tão difícil chegar ao primeiro degrau.
Quando já estava na escada vi o chão sumir.
Era como um aviso, não poderá voltar a partir daí!
Depois do sétimo degrau, um som começou ecoar...
Elevei meus olhos aos próximos degraus e vi um coral.
Eram crianças cantando uma belíssima canção.
Continuei os meus passos e elas me estenderam os braços.
Como se me chamassem ao encontro de suas mãos...
Quando cheguei até elas, fui conduzido ao alto.
Nesse momento, senti uma grande alegria e muita emoção.
Meu coração bateu acelerado, era algo mágico!
Quando cheguei ao último degrau, o universo se abriu...
As crianças agora eram anjos me dizendo para prosseguir.
Entrei naquele lugar e somente luzes, eu consegui enxergar.
Eram luzes brancas que sobre mim se transformavam...
Trazendo a minha mente luzes de cores diferentes.
Em alguns minutos já estava flutuando pelo céu...
Era algo impressionante, eu estava muito confiante!
Não soube o que aconteceu, mas saí com uma certeza.
E gritava bem alto para todo o mundo: eu vi a luz de Deus!

Imagem: http://teenagersthing.blogspot.com.br/

terça-feira, 17 de setembro de 2013

Engano da Carne

















Texto: ENGANO DA CARNE
Autor: Sidney Santborg

Os raios lançados contra mim tentaram de várias formas me atingir...
Mas tento permanecer forte, com um escudo invisível sobre o meu peito.
Na tentativa de impedir que tais raios atinjam o meu ponto vital.
Sei que se isso acontecer será o começo do fim... Sim, exatamente!
Pois em um piscar de olhos estarei sangrando... Não literalmente!
Mas me vendo desfalecer por ter perdido mais uma guerra.
Não contra o mundo, contra um inimigo existente em mim...
As setas vêm de todos os lados, como flechas atiradas com fúria.
Que só querem acertar o seu alvo e esse não sou eu; ou tento não ser.
Basta apenas uma simples distração e já me sinto atingido...
Já sinto o impacto de ter sido acertado e a carne já começa dar sinais.
É inevitável lutar contra o veneno na ponta da lança batizada.
Sinto o calor do antígeno caindo na minha circulação acelerada.
Não sei se terei anticorpos suficientes para suportar essa agressão.
O que sei, é que será uma luta perdida, se realmente não me entregar.
Já vi tantas vezes isso acontecer; perdi tantas batalhas e sobrevivi...
O meu receio é sobreviver em pedaços e com as roupas em farrapos...
Por isso a fuga dessa tempestade! Não quero me molhar e ter um resfriado.
Não quero ser atingido por raios no percurso do que tenho sonhado.
Não quero me enfraquecer por ter virado alvo de flechas de desejos insanos.
Nem carbonizado por ter sido atingido por um raio de uma momentânea paixão.
É um engano da carne, que apenas faz sangrar um pobre e já ferido coração.

Imagem: http://cantosdaalmaemversos.blogspot.com.br/

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Bienal do Livro















Texto: BIENAL DO LIVRO
Autor: Sidney Santborg

Foram onze dias de muita comemoração...
Um espaço que ficou pequeno, tamanha a multidão.
Pois eram tantas estrelas que disputavam as atenções.
Que ficaram expostas de várias formas, como constelações...
Lado a lado ou enfileiradas, umas sobre as outras ou destacadas.
Em cima de mesas ou na mão; em prateleiras ou no chão.
Mas estavam lá para nosso deleite e felicidade.
Nesse portal chamado Bienal, os livros brilharam de verdade.
Levando a mundos desconhecidos ou não.
Romance, realidade, fantasia, distopia, ficção.
Valia ler de tudo ou até mesmo só observar...
Ver os autores e com eles fotos tirar.
Prestigiar os estandes das editoras.
Ver as crianças com as professoras.
Viver em um mundo encantado.
Não era a Disney, mas podia ser comparado...
Tamanha era a alegria que eu sentia.
Tamanha a emoção que me consumia.
Como uma criança em uma mesa de doce.
Queria está por lá todos os dias se possível fosse.
Faltou-me grana para comprar todos os livros sonhados.
A Bienal acabou, mas saí com alguns desejos realizados...
Poder rever os escritores amigos e abraçá-los.
Saber do sucesso nas vendas e parabenizá-los.
Existiram contratempos, mas nem gostaria de citar.
No coração só os bons momentos.
Que para sempre vou guardar.

Foto: Sidney Santborg
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