domingo, 28 de setembro de 2014

A Tormenta




















Texto: A TORMENTA
Autor: Sidney Santborg

Já sonhei muito...
E pensei em muitas coisas.
Porém elas só existiam em minha mente.
Vi a imensidão de um céu pintado de azul.
Mas a cor somente existia no meu coração.
Porque as nuvens pesadas já anunciavam.
O que estava por vir em cores acinzentadas.
Trovões e relâmpagos escureciam meu dia.
Contudo os meus olhos nunca viam...
Ou fingiam uma cegueira compelida.
Por um sentimento existente em mim.
E a tempestade apareceu como anunciada.
Despencou com uma enxurrada de lágrimas.
E eu me vi sem saber como me proteger...
Um estranho ali sem saber para onde correr.
Vendo um céu negro caindo sobre a cabeça.
Ouvindo o vento soprar e confundir a mente.
Um louco solitário em uma cidade abandonada,
Sem nenhuma alma viva ou uma alma fantasma.
Que pudesse vagar comigo pelas ruas alagadas.
Por isso tenho medo de sair sem a capa de chuva.
Se bem que para tempestade nem mesmo ela ajuda.
A gente se molha e se suja... O frio é a companhia!
Mas carregá-la junto comigo me dá uma segurança.
Pode ser um paliativo para me ajudar na mudança.
Do clima tempestuoso que se instalou em mim...

Imagem: galahadgnostica.blogspot.com

terça-feira, 16 de setembro de 2014

O Calabouço de Um Anjo














Texto: O CALABOUÇO DE UM ANJO.
Autor: Sidney Santborg

Tem dia que não estou nem para mim...
Nada do que tento fazer é capaz de me satisfazer.
Parece que existe algo tirando a minha alegria.
Como se uma dor existisse dentro do meu corpo.
Mas é tão covarde que não tem coragem de doer...
E fico sentindo um vazio, cheio apenas de silêncio.
Sensação estranha... Parece que a alma foi passear.
Não avisou e também não deixou nenhum recado.
Não sou culpado... Não sei dizer por que ela partiu.
Apenas sei que levou o meu sorriso e a minha luz.
O dia, embora esteja claro, não me sinto iluminado.
Meus olhos veem o mundo e não percebem poesia.
Meu corpo parece sustentado apenas pelo acaso.
Preciso de um lugar onde eu possa descansar...
O sono às vezes é uma espécie de porta de fuga.
Uma saída de emergência que me leva a viajar.
Incrível! Só fechar os olhos, eu começo a sonhar.
É um mundo diferente e eu voo sobre as nuvens.
Onde o sol aquece meu corpo e sinto minhas asas.
Elas batem com sincronismo e de forma acelerada.
A alma voltou e novamente estou no meu habitat.
Sempre a encontro de mãos dadas com o meu espírito.
Eles sempre fazem isso... Estão onde eu queria estar.
Mas estou ligado a este mundo e preso a um corpo.
Onde vim para cumprir uma missão ou um castigo.
Não me disseram nada... Apenas tiraram minhas asas.
A única coisa que sei, é que aqui me sinto um vilão.
Deram-me sentimentos que me destroem o coração.

Imagem: odoiporoi.blogspot.com

quinta-feira, 4 de setembro de 2014

Como Nascem os Poetas?
















Texto: COMO NASCEM OS POETAS?
Autor: Sidney Santborg

Uma sensação tomava conta de mim...
Como se holofotes clareassem o meu caminho.
Meus passos pareciam ser dados em nuvens.
E a alegria uma manifestação vinda da alma.
A paz no coração me fazia ouvir o silêncio.
E no vento a melodia de um lindo assovio...
As folhas bailavam em rodopios magistrais.
E os pássaros cantavam como em um coral.
Tudo equilibrado... Até o ar era perfumado!
Sentia-me em um campo cercado por flores.
Onde cada uma delas tinha um pouco de você.
Minha mente vagava por terras desconhecidas.
Mas me sentia um privilegiado por ali chegar.
Eu estava encantado com a minha possibilidade.
Estava totalmente apaixonado por te encontrar.
Tive tantas oportunidades de falar o que queria.
Tive tanta vontade de dizer o que eu sentia.
Contudo me calei. A timidez nublou o meu céu.
O azul ficou acinzentado e eu sofri calado.
Mesmo com frases ensaiadas e textos decorados.
Minha boca não conseguia externar o que pensava.
Eu falava só para mim... Só eu ouvia minha voz.
Até que um dia você partiu. Foi para outro mundo.
Não conheceu o mundo que eu construí em mim...
Foi para aquele que teve a coragem de se declarar.
Meus olhos lacrimejaram e o coração triste gritou.
Porém, minha boca nunca murmurou sofrimento.
E hoje aprendi a me declarar em silêncio...
Somente minhas mãos falam de sentimentos.
Aqueles descritos pela minha voz interior.
Vindos do coração, seja de alegria ou de dor.

Imagem: belmontepe.blogspot.com 
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