quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Sentimentos Distantes

















Texto: SENTIMENTOS DISTANTES
Autor: Sidney Santborg

Chega um momento que a distância torna-se maior.
Os sentimentos vão sendo arrastados por um vento.
Como as folhas do outono que caem e são levadas.
Deixando uma linda árvore totalmente descoberta...
O inverno logo chega e a friagem toma conta de tudo.
Congelando o coração que ansioso quer se aquecer.
Ele se comunica com a mente e os pensamentos vêm.
Como as lembranças de um cenário de primavera...
Uma mentira para suportar o frio em dias de calor.
As flores são visualizadas, porém sem perfumes.
As cores existentes são invenções do inconsciente.
A saída é mudar a direção e prosseguir na caminhada!
Porque no caminho as pegadas são deixadas para trás.
Na estrada os rastros dos fracos passos não são vistos.
A distância agora mostra um horizonte desvendado...
E o que está por vir é um novo horizonte a desvendar.
Às vezes, o que passa em nossa vida é só para observar.
Como a paisagem vista de longe que não se pode tocar.
Mas fica o registro do que foi visto pelas janelas da alma.
E assim acontece com os sentimentos que se distanciam.
Eles foram vividos e serão lembrados como o passado.
Eles não ficaram, mas ajudaram a me aproximar de mim.

Imagem: babistargirlie.blogspot.com

terça-feira, 14 de outubro de 2014

Olhos do Coração














Texto: OLHOS DO CORAÇÃO
Autor: Sidney Santborg

Um apagão... Tudo escuro!
Feito um eclipse no mundo.
E eu tentando recuperar a visão.
Até que um fio de luz me veio.
Era um feixe azul direto na retina.
Não via nada, só ouvi a sua voz.
Despertando-me os sentimentos.
Emoções trazendo sensações...
Transportando-me para outro lugar.
Distância conduzida por uma energia.
E telepaticamente unida pelo pensar.
Sua imagem reproduzia-se na mente.
Um louco desejo de te encontrar.
Através da ligação que te traz aqui.
De tão longe para perto de mim...
E me ensinou a ouvir antes de olhar.
A cada minuto de palavra trocada.
É como uma flecha atirada no alvo.
Um tiro certeiro do cupido cego.
Que perdeu a luz dos seus olhos.
Mas me fez enxergar com o coração.

Imagem: revistamarieclaire.globo.com
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